ACADEMICOS DO SALGUEIRO
Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é uma escola de samba, das mais populares do Rio de Janeiro, atualmente está sediada na Rua Silva Teles, no bairro do Andaraí . Anteriormente era sediada na Rua dos Junquilhos, no bairro da Tijuca, então originária do Morro do Salgueiro.
Foi campeã do Grupo Especial do Carnaval em 1960, 1963, 1965, 1969, 1971, 1974, 1975, 1993 e 2009
Trata-se de uma das escolas que compunhava o grupo das "quatro grandes" ao lado de Império Serrano, Portela e Mangueira. Até meados dos anos 70, somente estas escolas atingiram o título de Campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, revezando-se entre elas próprias. Este bloqueio foi furado a partir de 1976, quando a Beija-Flor de Joãosinho Trinta, o então carnavalesco bicampeão e recém-saído do próprio Salgueiro, levou a escola de Nilópolis ao seu primeiro título.
HISTÓRIA
Foi fundado em 5 de março de 1953 a partir da união de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro: Azul e Branco e Depois eu Digo. A Unidos do Salgueiro , terceira escola existente naquela localidade e que tinha como representante maior o sambista Joaquim Calça Larga, não concordou com a fusão e, por esse motivo, ficou de fora. Mais tarde, desapareceu. Em seu primeiro desfile, com o enredo "Romaria à Bahia" em 1954, a Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a terceira colocação, à frente da Portela.O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos que se seguiram, a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. É exemplo marcante desse novo estilo, Navio Negreiro (1957). Mas foi em 1958, sob a presidência de Nélson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Foi Nélson Andrade o responsável pela ida do carnavalesco Fernando Pamplona para o Salgueiro, em 1960, dando início a uma grande mudança no visual da escola. Pamplona criou uma equipe formada por ele, o casal Dirceu e Marie Lousie Nery, Arlindo Rodrigues e Nilton Sá, revolucionou a estética dos desfiles das escolas de samba.Essa tendência foi reforçada com a chegada de Fernando Pamplona e, posteriormente, de Arlindo Rodrigues, que resgataram personagens negros que enriqueceram a história do BrasilXica da Silva - 1963) e Chico Rei (Chico Rei - 1964).

